- é? Não. Era do meu tio, ele faleceu ano passado. Por isso que aquela casa não tem nada haver comigo. Tem jeito de gente “velha”.
Eu sabia que aquela casa pertencia a um senhor de idade. Acertei na mosca. Só não arrisquei.
- Quero saber uma coisa de você!
- O que?
- Quando eu estava na sua casa, eu vi uma coisa que me chamou muita à atenção. Vi um porta-retrato que dizia assim mesmo...
- “Não te esqueças de mim, nem na hora de minha morte”. Foi isso?
- Que rápido, em! É isso mesmo.
- Você é muito perceptiva ou é muito curiosa.
Ele riu...
- Eu confesso, sou as duas coisas.
- Imagino.
Ele riu. Eu o olhei serio.
- Não ria.
- Porque não? É proibido rir agora?
- Não, mais eu não gosto que fiquem rindo de mim, por essas coisas.
- Você é muito boba mesmo.
Ele olhou seu relógio, e disse:
- Moça já passa das três horas da tarde. Você não quer descansar um pouco?
- Pensando bem eu quero sim.
- então fazemos assim depois vamos passear e vamos embora.
- ok.
Ele se levantou da cadeira e foi até a minha. Olhou-me e disse:
-Você já quer ir, vamos comigo?
Eu fiquei espantada.
- Que?
Ele riu, olhou para cima, passou sua mão em seu cabelo liso e perfeito. Entrou e se jogou em uma das camas. Começou a se espreguiçar. Eu o olhei e comecei a rir.
- Ei seu doido...
-Diga o que você deseja! Que eu faço.
- Serio? Você faria mesmo?
- Bom, agora que você falou isso, fiquei até com medo de dizer que sim.
Rimos Juntos.
-Calma, não é nada demais.
Ele me olhou desconfiado.
- Eu estou com medo de você.
Ele riu
-Para com isso. Que coisa.
Rimos juntos.
-Monize pare de rodeios e vá ao que interessa.
Eu já ia falar e o celular dele tocou. Que chato em!
Ele olhou no visor do celular e disse um pouco nervoso:
- É... Tenho que ir atender, Ok?
- Ah! Sim, tudo bem.
Ele atendeu o celular e saiu. Isso foi o fim, eu estava à beira de um colapso, eu fiquei muito curiosa, por que ele saiu tão nervoso e desconfiado? Essa minha mania nunca iria acabar.
Fiquei sentada esperando ele voltar, acho que ele voltou depois de uns 5 minutos. E voltou rindo.
- Monize desculpe fazer você esperar.
- Ah! Tudo bem já estou acostumada a esperar os outros.
Ele me olhou e foi ao meu encontro. Ergueu a sua mão para pegar a minha e disse:
- por favor, vamos descansar um pouco?
Eu o olhei, coloquei minha mão na sua e ele me puxou. Estávamos pertinho um do outro. Ele não parava de me olhar. E me abraçou.
Naquele momento fiquei sem entender nada, mais o abracei também. Então saímos da varanda, estava sendo puxada por ele.
Ele encostou-me à parede, me agarrou pela cintura e com todo amor do mundo disse:
- Posso fazer o que eu queria fazer a muito tempo?
- Não sei. O que você pretende?
Ficamos nos olhando. Ele sorriu pra mim, seu sorriso era lindo demais e falou:
AMANHÃ POSTO MAIS AMORES ... Bjs bjs bjs bjs
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