domingo, 15 de agosto de 2010

4ª PARTE *-*

Ele parecia se conformar com a vida a dois, ele e a solidão! Tive vontade de rir quando pensei nisso. Não rir de sua solidão, mais da sua vida a Dois. Ironia do Destino. Cheguei a minha casa, olhei para o relógio, e tinha que admitir o tempo passava muito rápido quando estava com ele. Nem o conhecia direito, mais sentia algo diferente, me sentia segura com ele, me tratava tão bem, me fazia rir, me contou suas experiências quando adolescente, por sinal uma adolescência muito conturbada.
No dia seguinte eu poderia dizer que foi cheios de surpresas. Depois de me levantar, desci e fui preparar meu café da manhã, com a roupa de dormir ainda, foi meio que um filme de terror, tipo Carrei a estranha. Eu já vi esse filme, e foi com o a caio, mais isso eu conto outra hora.
Deixando a Carrei de lado, em casa estava muito silencio, estava horrível, então eu liguei o radio só que depois de uns 10 minutos ouvindo musica como Louca, que fui ouvir que alguém batia na minha porta, nem me pergunte o porquê de não ter campainha, você deve saber muito bem, se não sabe, fique sem saber! É horrível. Oh Meu Deus! Quando abri a porta nem acreditei, eu tomei um susto! Era o...
- Caio?! Falei com uma cara de Boba!
- Monize! Como vai? Está surpresa em me ver?
- Não! Quero dizer, estou! Ah! Nem sei.
Claro que eu estava, E que surpresa Boa!
- posso entrar?
- oh meu Deus! Claro que pode, que burrice a minha!
Ele olhou pra mim, e com um rosto angelical abriu um sorriso no canto da boca!
- Quer tomar café? Falei por cima dos ombros!
Ele sentado na cadeira disse – Sim, se não for muito incômodo.
Eu encostei-me à mesa e comecei a rir alto.
- Meu Deus! Virou o que agora? Se não for incômodo? Que horror!
Ele riu também, e ficou sem graça! - Desculpe! Quero sim, lá em casa nem tem comida, eu passo fome às vezes. Ele começou a rir. Conversamos, rimos juntos e nem percebemos que as horas se passavam. Eu olhei no relógio e já eram mais de dez horas da manhã, ele se levantou e disse – Bom, Minha querida muito Obrigado mais tenho que ir, vou cuidar dos meus animais e depois fazer comida, claro ninguém é de ferro!
- Que mentira Caio!
- O que? Não, não estou mentindo. Eu vou cuidar dos animais sim.
-Não sobre essa parte, mais a parte da comida!
Ele riu.
- Você disse que não tem comida na sua casa. Sarcasticamente falei.
- Ah, sim é verdade não tenho mesmo. Então eu vou levar essa tigela de carne...
E ele começou a tirar coisas de cima da minha Pia, abriu a porta da dispensa tirou arroz, feijão...
– Pois bem, agora eu tenho!
E eu só o acompanhava com os olhos e ria. Ele parou e me olhou, os olhos dele tentavam achar alguma coisa nos meus! Eu parei de rir e fiquei olhando fixamente para os dele também! Colocou na mesa as coisas que estavam em suas mãos, pegou as minhas e disse o que eu nunca pensei que iria escutar.
– Monize, me prometa uma coisa?

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